Os componentes da plataforma, o que cada um faz, como se organizam numa arquitetura Enterprise e como a automação alcança outras regiões e redes segmentadas. Feito para responder com segurança quando perguntarem em reunião — conferido na doc oficial 2.7.
Analogia: pense no AAP como um aeroporto de automação — a torre de controle (gateway) organiza tudo, os terminais executam voos (controller/EDA), o depósito guarda os aviões prontos (hub/EE) e a malha de rotas (mesh) leva a automação a destinos distantes.
Cada peça tem um papel. "Obrigatório" = a plataforma não roda sem ele; "opcional" = agrega valor, mas dá para viver sem no início.
| Componente | O que é | Para que serve | Papel |
|---|---|---|---|
| Platform gateway | A porta de entrada única — uma só UI e uma só API, com login central. | Autenticação, autorização e roteamento; unifica Controller, Hub e EDA sob um endereço e uma identidade. | obrigatório |
| Automation Controller | O motor de execução — quem roda os jobs. | Guarda job templates, inventories, credentials, projetos (Git), agendamentos e RBAC; dispara a automação nos nós de execução. | obrigatório |
| Private Automation Hub | O almoxarifado interno de conteúdo. | Hospeda internamente collections e Execution Environments, com curadoria (certified/validated); fonte confiável e offline-friendly. | nas topologias testadas |
| Event-Driven Ansible (EDA) | O piloto automático por eventos. | Executa rulebooks (se evento X → ação Y) a partir de fontes (monitoração, webhooks, filas): detectar → decidir → remediar. | incluído na 2.7 |
| Automation Mesh | A malha de rotas que distribui o trabalho, inclusive por redes separadas. | Rede overlay peer-to-peer (protocolo Receptor) que leva a execução a sites/regiões remotas via nós control/hybrid/execution/hop. | essencial multi-site |
| Execution Environment (EE) | Uma imagem de contêiner com Ansible + collections + dependências. | Ambiente imutável e versionado onde a automação roda ("roda igual em qualquer lugar"). Criado com ansible-builder. | obrigatório |
| PostgreSQL | O banco de dados da plataforma. | Estado de Controller, Hub, EDA, gateway e métricas. Instalador = PostgreSQL 15; externo = 15/16/17 com ICU. | obrigatório |
| Redis | A memória rápida / fila da plataforma. | Cache e enfileiramento para o gateway e o EDA (lançamento de jobs). Colocado nos nós; em cluster HA no enterprise. | obrigatório na 2.7 |
| Automation Analytics / Insights | O painel gerencial (uso e saúde da automação). | Uso e saúde da plataforma; alimenta o dashboard via metrics service local. O Automation Savings Planner (valor/ROI) é roadmap — não ofertado nesta fase. | opcional (recomendado) |
| Ansible Lightspeed | Assistente de IA que gera tarefas Ansible a partir de linguagem natural. | Acelera a criação de playbooks/roles. Add-on separado. | opcional |
Ferramentas de desenvolvimento do ecossistema (não são serviços do cluster): ansible-builder (constrói EEs), ansible-navigator (roda/depura), ansible-lint + molecule (qualidade/testes), ansible-core (o motor).
Separar quem pensa de quem executa é o princípio da escala: você adiciona capacidade de execução sem mexer no cérebro da plataforma.
Guarda estado, agenda, autentica e decide.
Onde a automação acontece. É aqui que você escala capacidade (mais nós / forks).
| Aspecto | Growth | Enterprise |
|---|---|---|
| Objetivo | Começar; footprint pequeno, sem redundância | Produção resiliente, alto volume, HA |
| Formato | All-in-One: todos os componentes numa VM única | Multi-VM, componentes separados e replicados |
| PostgreSQL | Gerenciado pelo instalador (PostgreSQL 15) | Externo (cliente), 15/16/17 com ICU |
| Redis | Colocado na VM única | Cluster HA (mín. 6 VMs); externo não suportado |
| Load balancer | — | HAProxy na frente do gateway |
| Redundância | Não | gateway ×2 · controller ×2 · hub ×2 · EDA ×2 · execution ×2 |
Topologia ENTERPRISE testada — inventário de nós (Plan AAP 2.7, p.17-18) CONTROL PLANE EXECUTION PLANE ├─ 2 × Platform gateway (+Redis) ├─ 1 × Hop node (mesh) ├─ 2 × Automation controller └─ 2 × Execution node (mesh) ├─ 2 × Private automation hub (+Redis) ├─ 2 × Event-Driven Ansible (+Redis) EXTERNOS (fora do AAP) ├─ 1 × Metrics service ├─ 1 × PostgreSQL (externo) └─ 1 × HAProxy (load balancer) Total: 12 VMs do AAP + DB externo + HAProxy · Redis HA exige ≥ 6 VMs
O Automation Mesh é uma rede overlay peer-to-peer que espalha o trabalho por workers distribuídos, usando o protocolo Receptor (TCP 27199). O control plane não fala direto com cada host remoto — entrega o trabalho a nós da malha, que o encaminham até o destino.
Em multi-site, o control plane muitas vezes não tem rota direta para os hosts de uma rede isolada (DMZ, planta, filial, nuvem). O hop node fica na fronteira: o Controller fala com o hop, o hop fala com os execution nodes do outro lado. Você automatiza a região remota abrindo apenas um link (o de mesh), em vez de expor a rede toda.
REGIÃO CENTRAL (control plane) FRONTEIRA REGIÃO REMOTA / rede isolada ┌──────────────────────────┐ ┌──────────┐ ┌───────────────────────────┐ │ Controller / gateway … │══27199══▶│ Hop node │══27199═▶│ Execution node ─▶ hosts │ └──────────────────────────┘ └──────────┘ └───────────────────────────┘ (control plane) (relay Receptor) (execution plane)
Sentido das conexões: a doc descreve comunicação bidirecional pelo link Receptor; quem inicia a conexão TCP é definido no inventário pela relação de peers (receptor_peers) — é isso que permite respeitar o sentido que o firewall exige. O SSH (22) é usado só do nó instalador → nós, para instalar/atualizar; não é o canal de execução.
Todo o conteúdo foi conferido na fonte primária — nenhum componente ou porta foi inventado; onde a 2.7 não é explícita, está marcado confirmar na doc 2.7.