Faro para o que vale automatizar.
O assessment responde, com método, quatro perguntas de negócio: onde a organização está, o que automatizar primeiro, o que o ambiente permite e qual plataforma dimensionar. Cada pilar se apoia em frameworks e padrões reconhecidos — esta página mostra como cada parte é feita e de onde vem.
Um assessment de adoção é um diagnóstico estruturado: em vez de "achar" que a empresa está pronta e chutar o tamanho da plataforma, ele mede a maturidade, prioriza o que vale, levanta a realidade técnica e só então dimensiona — cada passo com um fundamento que dá para explicar.
Há um glossário simples e ressalvas honestas ao final. A legenda de fontes: a · produto documentação normativa · b · serviços material orientativo · c · terceiro framework/benchmark público.
Primeiro entende-se a maturidade (cultura e prática), depois o que tem valor (casos de uso), depois a realidade técnica (discovery) e só então quanto de plataforma (sizing). Cada pilar alimenta o próximo.
| # | Estágio | O que caracteriza |
|---|---|---|
| 1 | Awareness Consciência | Automação ad hoc e individual. Scripts pessoais, sem padrão nem compartilhamento; ganhos locais e não medidos. |
| 2 | Standardized Padronizado | Práticas e ferramentas comuns começam a ser adotadas. Conteúdo reutilizável, convenções de nomes, primeiras integrações. |
| 3 | Proactive Proativo | Automação planejada, não reativa. Governança básica, controle de acesso por função, medição inicial de resultados. |
| 4 | Institutionalized Institucionalizado | Automação é padrão da organização. Comunidades de prática, reuso amplo, governança madura, valor medido de forma consistente. |
| 5 | Optimized Otimizado | Melhoria contínua orientada a dados. Automação integrada à estratégia; analytics guiam decisões; escala organizacional. |
Por que assim: automação madura não é "ter uma ferramenta" — é ter padrão, reuso, governança e valor medido disseminados. Um modelo de estágios evita tratar todos igual: quem começa precisa de padronização; quem é avançado precisa de otimização e escala. O nível também alinha expectativas (não se pede orquestração de processos a quem ainda não padronizou tarefas).
--check quando a operação altera estado (parcial soma +1, sem --check confiável soma +2, teto 5; em somente leitura não soma nada). Impacto de falha e exposição do serviço não entram aqui: isso é a Criticidade, nota do cliente, e ela entra na Bolha — não no Risco.MAX(Complexidade, Risco), o pior dos dois: um índice de "dificuldade de operar". Não é um eixo — os eixos do quadrante são Valor e Complexidade, e o ICO não entra em nenhuma conta do motor: é leitura de preparo.Por que assim: recursos são finitos. Priorizar valor contra esforço entrega resultado cedo (gera patrocínio) e evita começar por um caso difícil e de pouco valor. Separar o Risco importa: um caso "fácil" tecnicamente pode ser perigoso (mexer em produção crítica). Mas o Risco não rebaixa a prioridade — ele bloqueia: não entra no Quadrante (Valor × Complexidade) nem na Bolha ((Valor × Volume × Criticidade) ÷ Complexidade), e age só no gate de onda, recusando o caso cujo Risco passe do teto do nível daquela onda (ADR-FARO-004 §5). Um Quick Win de Risco alto continua sendo Quick Win e continua com a mesma Bolha; ele apenas não abre a entrega.
Por que assim: sem o retrato técnico, sizing e arquitetura são chute. O discovery revela as restrições que definem a topologia — redes segmentadas obrigam nós de salto; o banco externo tem versão suportada; NTP/SSH/portas precisam estar prontos antes de instalar. É o pilar que conecta "o que queremos automatizar" com "o que o ambiente permite".
| Nó | Papel |
|---|---|
| Control | Orquestra e gerencia jobs — não executa playbooks. |
| Execution | Executa os playbooks. |
| Hybrid | Faz ambos (padrão em topologias menores). |
| Hop | Nó de salto para atravessar segmentação de rede — só roteia, não executa nem controla. |
| Variável | O que a determina |
|---|---|
| Forks | Carga: nº de hosts × jobs simultâneos desejados. |
| RAM | Piso oficial 16 GB/nó (32 GB na growth com seed); acima, pela carga de forks. |
| CPU | Piso oficial 4 vCPU/nó; acima, densidade de forks. |
| Disco | Oficial 60 GB/nó (80 GB com metrics service). |
| Nós (qtd/tipo) | Topologia testada + segmentação de rede (hop nodes). |
| PostgreSQL | Versão 15 (externo ou gerenciado). |
| IOPS | Alvo oficial 3000, validado via FIO. |
Por que assim: forks são o motor da execução paralela; se faltar RAM, os jobs falham ou ficam lentos — por isso RAM se atrela a forks, não a um valor fixo. Separar control de execution (enterprise) dá resiliência e escala independente. Hop nodes existem porque redes reais são segmentadas. IOPS via FIO importa porque um banco lento derruba tudo — "o disco parece rápido" não é evidência, a medição é. Usar uma topologia testada garante uma combinação suportada.
A priorização diz o que vale a pena pelo esforço; o ROI diz se o conjunto se paga — e é ele que tira casos do escopo. Um caso com VPL negativo e nenhum valor não monetizado assumido por uma pessoa nomeada é rejeitado, com motivo, autor e data registrados, e sai da carteira.
O que ainda é roadmap: a integração com o Automation Savings Planner da Red Hat — outra peça e outro cálculo (lá é custo manual − custo automatizado, e "risk-adjusted" não existe na documentação dele). Não apresente um como se fosse o outro. Planejar (forecast) ≠ realizado (medido depois).
| # | Pilar | Frase |
|---|---|---|
| 1 | Maturidade | Diz onde a organização está e o que é realista pedir dela. |
| 2 | Casos de uso | Diz o que fazer primeiro (valor × esforço), com o valor quantificado. |
| 3 | Discovery | Revela as restrições reais do ambiente. |
| 4 | Sizing | Transforma tudo numa plataforma dimensionada e suportada. |